Perto do fim do mandato, governadora do RN cumpri apenas 33% das promessas de campanha

Fátima Bezerra é governadora do RN pelo PT (Divulgação)

Faltando apenas seis meses para o fim do atual mandato, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) cumpriu 18 das 53 promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2018.

Levantamento feito pelo G1 aos três anos e meio de governo mostra que 33,9% dos 53 compromissos assumidos por Fátima Bezerra (PT), eleita para um mandato de quatro anos, foram integralmente cumpridos.

Foram consideradas as ações tomadas pelo governo estadual entre 1º de janeiro de 2019 e 30 de junho de 2022 - ou seja, exatamente três anos e meio de governo.

A relação completa por estado está na página especial "As promessas de Fátima". No link, é possível ver todas as promessas feitas pela governadora e o andamento de cada uma. Para selecionar as promessas em 2018, o g1 considerou o que pode ser claramente cobrado e medido.

Na atualização anterior, após dois anos e meio de gestão, o percentual de compromissos cumpridos era de 22%.

Já as promessas que ainda não foram cumpridas pelo governo estadual representam 43%. No meio de 2021, eram 56%.

Em números absolutos, o resultado da avaliação das promessas de Fátima é:

Total de promessas: 53
Cumpridas: 18
Cumpridas em parte: 12
Não cumpridas ainda: 23

Em nota, o governo do estado afirmou que empreende esforços de gestão para alcançar as metas estabelecidas no pleito de 2018, e considerou que "mesmo diante das adversidades impostas pela pandemia da covid-19, conseguiu implementar 56,6% desse planejamento até junho deste ano, seja de forma plena ou parcial".

"Além de enfrentar uma das maiores crises sanitárias, que demandou foco e planejamento para salvar vidas humanas, o governo enfrentou com responsabilidade e austeridade o caos administrativo sob o qual recebeu o estado em 1º de janeiro de 2019, quando os servidores públicos estaduais sofriam os efeitos de quatro folhas salariais atrasadas — aproximadamente R$ 1 bilhão — e uma dívida de R$ 1,6 bilhão com fornecedores e outros credores institucionais. Por outro lado, havia apenas R$ 3 milhões em caixa", disse, na nota.

A gestão ainda afirmou que precisou tomar várias medidas para pagamento das dívidas. "Recursos que, não fosse o descalabro econômico-financeiro herdado em janeiro de 2019, teriam viabilizado as demais metas até aqui em fase de implantação".

(G1 RN/Grande Ponto)

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